top of page

ANSIEDADE​​

​​

A ansiedade é uma condição comum. Sei que é complexo ler isso, mas sim, todos nós temos ansiedade.

 

É um mecanismo de defesa que se manifesta quando estamos diante de um perigo real ou imaginado. Seria difícil encontrar uma pessoa que nunca sentiu medo ou que nunca ficou ansioso diante de alguma situação, pois, é necessário para a sobrevivência humana sentir-se assim em algum momento, nos valemos desses mecanismos para conseguirmos lidar com situações adversas, ou seja, para nos mantermos vivos.

​​​

O que estou sentindo é normal?.

​​

É importante compreender quando o medo e a ansiedade se tornam excessivos ao ponto de necessitar de uma intervenção clínica. Observe esses pontos:

​

  • A ansiedade é um mecanismo de defesa que ajuda no enfrentamento de eventos nocivos. A ansiedade clínica prejudica o funcionamento do indivíduo. O sofrimento é significativo e interfere na rotina, nas atividades diárias, no trabalho, na vida acadêmica e ocupacional, em relacionamentos e demais atividades que a pessoa tente se engajar.

​

  • Espera-se que o indivíduo experimente a ansiedade, a utilize no enfrentamento da situação e volte para o estado normal. Quando a ansiedade é clínica, as sensações se mantem por mais tempo que o esperado e acabam não sendo úteis para o indivíduo, gerando mais sofrimento; 

​

  • Na ansiedade clínica existe a presença dos chamados alarmes falsos. Que são episódios intensos de medo ou pânico que ocorrem sem a presença de um perigo, é inesperado e espontâneo;​

​

Sintomas fisiológicos 

Algumas sensações que podem ser sentidas no corpo:​

​

  • Aumento da frequência cardíaca, palpitações;

  • Falta de ar, respiração rápida;

  • Dor ou pressão no peito;

  • Sensação de sufocação;

  • Tontura, sensação de “cabeça vazia”;

  • Sudorese, ondas de calor, calafrios;

  • Náusea, dor de estômago, diarreia;

  • Temor, agitação;

  • Formigamento ou dormência nos braços, nas pernas; Fraqueza, sem equilíbrio, desmaio;

  • Tensão muscular, rigidez;

  • Boca seca;

​

Sintomas comportamentais 

O comportamento pode ser alterado pela ansiedade:

​

  • Evitação de situações que são ou que pareçam perigosas;

  • Esquiva, fuga;

  • Busca de segurança;

  • Inquietação, agitação, movimentos rítmicos;

  • Hiperventilação;

  • Congelamento, imobilidade;

  • Dificuldade para falar;

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Os transtornos de ansiedade incluem transtornos que compartilham características de medo e ansiedade excessivos e distúrbios comportamentais relacionados.

 

O medo é a resposta emocional a uma ameaça iminente real ou percebida, enquanto a ansiedade é a antecipação de uma ameaça futura. Esses dois estados se sobrepõem, mas também diferem, com o medo mais frequentemente associado a surtos de excitação autonômica necessários para lutar ou fugir, pensamentos de perigo imediato e comportamentos de fuga, e ansiedade mais frequentemente associada à tensão muscular e vigilância em preparação para perigo futuro e comportamentos cautelosos ou evitativos.

​

Os transtornos de ansiedade se diferem entre os tipos de situações temidas ou evitadas, veja essa lista resumida:

​

  • Transtornos de ansiedade de separação  - medo ou ansiedade sobre a separação de figuras de apego em um grau que é inapropriado para o desenvolvimento;

  • Mutismos seletivo -  uma falha consistente em falar em situações sociais nas quais há uma expectativa de falar (por exemplo, escola) mesmo que o indivíduo fale em outras situações;

  • Fobia específica - medo, ansiedade ou evitação de objetos ou situações circunscritas. Existem vários tipos de fobias específicas: animal; ambiente natural; sangue-injeção-lesão; situacional; e outras situações;

  • Transtorno de ansiedade social (fobia social) - medo, ansiedade ou evitação de interações sociais e situações que envolvem a possibilidade de ser examinado;

  • Transtorno de pânico - o indivíduo experimenta ataques de pânico inesperados recorrentes e está persistentemente preocupado ou preocupado em ter mais ataques de pânico ou muda seu comportamento de maneira mal-adaptativa por causa dos ataques de pânico (por exemplo, evitar exercícios ou locais desconhecidos). Os ataques de pânico são surtos abruptos de medo intenso ou desconforto intenso que atingem um pico em minutos, acompanhados de sintomas físicos e/ou cognitivos;

  • Agorafobia - medo e ansiedade em muitas situações diferentes, como: usar transporte público, estar em espaços abertos, estar em lugares fechados, ficar em fila ou estar em uma multidão, ou estar fora de casa sozinho em outras situações. O indivíduo teme essas situações por causa de pensamentos que podem ser difíceis de escapar ou que a ajuda pode não estar disponível no caso de desenvolver sintomas semelhantes ao pânico ou outros sintomas incapacitantes ou embaraçosos;

  • Transtorno de ansiedade generalizada - ansiedade persistente e excessiva e preocupação com vários domínios, incluindo trabalho e desempenho escolar, que o indivíduo acha difícil controlar. Além disso, o indivíduo experimenta sintomas físicos, incluindo inquietação ou sensação de tensão ou nervosismo; ser facilmente fatigado; dificuldade de concentração ou mente em branco; irritabilidade; tensão muscular; e distúrbios do sono;

  • Transtorno de ansiedade induzida por substância/medicamento -envolve ansiedade devido à intoxicação ou abstinência de substância ou a um tratamento medicamentoso;​​

Por que algumas pessoas sofrem com a ansiedade e outras não?

​

Temos a teoria da tripla vulnerabilidade, de David Barlow,  que nos explica sobre 3 vulnerabilidades:

​

  • Vulnerabilidade biológica - tendência do inidivíduo ser mais tenso;

  • Vulnerabilidade psicológica - crescer acreditando que o mundo é perigoso e que não é capaz de enfrentar os eventos perigosos da vida; 

  • Vulnerabilidade psicológica específica - onde por meio de experiências específicas, se aprende, que alguns eventos/objetos são extremamente perigosos.

 

Parece que algumas pessoas tem uma vulnerabilidade genética que acaba influenciando em sua experiência com a ansiedade e, isso, em conjunto com as experiências de sua jornada nos mostra porque algumas pessoas convivem com a ansiedade e outras acabam sofrendo. 

Livro e fones de ouvido
Facetune_13-07-2024-09-03-54.jpg
Facetune_13-07-2024-09-03-54.jpg

Ficou com dúvidas?

Se você se identificou com alguma descrição acima, não significa necessariamente que você tenha algum transtorno. Para o diagnóstico é necessário uma avaliação clínica de um profissional da psicologia ou psiquiatria.

 

Se você ficou com dúvidas e gostaria de entender melhor sua experiência com a ansiedade entre em contato comigo:

bottom of page